Sexta, 30 de Outubro de 2026
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Sexta, 30 Outubro 2026 12:51

Sociedade civil pede à PGR inquérito e auditorias à actuação do Ministério da Administração do Território

Organizações da sociedade civil angolana apresentaram, esta sexta-feira, 30 de Outubro, junto da Procuradoria-Geral da República (PGR), um pedido de abertura de inquérito, realização de auditorias e apuramento de responsabilidades sobre a actuação do Ministério da Administração do Território (MAT), dirigido pelo ministro Daniel Félix Neto.

A iniciativa surge após mais de quatro meses sem resposta a um requerimento apresentado ao MAT, a 24 de Junho, no qual as organizações solicitaram uma auditoria ao Registo Eleitoral Oficioso e a criação de mecanismos de monitorização cidadã.

Perante o silêncio do Ministério, foi apresentada, a 15 de Julho, uma reclamação por morosidade administrativa, igualmente sem resposta, segundo os subscritores.

No documento remetido à PGR, as organizações solicitam a abertura de um inquérito para averiguar a alegada permanência de registos de cidadãos falecidos na Base de Dados de Cidadãos Maiores, bem como o apuramento das responsabilidades legalmente exigíveis.

Pedem ainda uma auditoria independente à Base de Dados de Cidadãos Maiores e ao respectivo Ficheiro Informático, para avaliar a integridade, fiabilidade e conformidade legal dos dados, assim como uma auditoria financeira às despesas relacionadas com a operação de prova de vida promovida pelo MAT.

As organizações requerem igualmente que sejam adoptadas diligências para instar o ministro Daniel Félix Neto a responder aos requerimentos apresentados.

A sociedade civil considera que a ausência de esclarecimentos levanta preocupações sobre o cumprimento do dever legal de resposta da Administração Pública e a transparência do processo eleitoral.

Os subscritores reafirmam o compromisso com a legalidade, a transparência e a defesa dos direitos políticos dos cidadãos, defendendo que o registo eleitoral, por ser uma matéria de interesse público, deve estar sujeito ao escrutínio da sociedade.

“A transparência do registo eleitoral não é uma concessão do poder político, mas uma exigência do Estado Democrático e de Direito”, sublinham.

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