Numa publicação divulgada na sua página oficial do Facebook, o líder da UNITA afirmou que o país deve colocar no centro das prioridades “a dignidade do trabalho e da pessoa humana”, destacando a situação de milhares de mulheres e homens que sobrevivem diariamente da economia informal.
“Enquanto houver uma angolana que acorda de madrugada para ir à zunga com um bebé amarrado à ilharga, sem protecção social, sem férias, sem reforma, o Estado estará em dívida para com ela”, escreveu o dirigente político.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a proposta do partido passa pela implementação de um programa massivo de formalização da economia informal, sustentado por mecanismos de incentivo e não por medidas repressivas.
Entre as soluções apontadas estão a criação de linhas de microcrédito, a instalação de balcões únicos de atendimento e a adopção de um regime simplificado de segurança social que permita aos trabalhadores informais acederem a benefícios como seguro de saúde, baixa médica e reforma.
O presidente da UNITA defendeu ainda que Angola deve inspirar-se em experiências internacionais de modernização económica e inclusão social. Como exemplos, referiu o modelo do Ruanda, destacando a digitalização da relação entre o Estado e as pequenas empresas, e as cooperativas do Brasil, que, segundo afirmou, contribuíram para transformar comunidades rurais em pólos produtivos.
Na publicação, Adalberto Costa Júnior salientou também a necessidade de reconhecer formalmente actividades como a lavagem de carros, o mototáxi e o comércio informal, defendendo que estes trabalhadores devem tornar-se “microempreendedores de pleno direito”, integrados num sistema económico que lhes devolva “dignidade” e perspectivas de estabilidade social.
O líder da oposição concluiu a mensagem apelando a uma semana marcada pela “consciência, trabalho e compromisso com uma Angola mais justa para todos”.

