Terça, 04 de Agosto de 2026
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Terça, 04 Agosto 2026 12:57

Corpos carbonizados dificultam identificação das 22 vítimas mortais da tragédia no Kwanza-Sul

Corpos carbonizados serão submetidos a exames periciais em Benguela. Famílias aguardam informações sobre desaparecidos e estado dos feridos.

A maioria das vítimas mortais do acidente de viação ocorrido na segunda-feira, 3, na Estrada Nacional 100 (EN-100), na província do Kwanza-Sul, continua por identificar. O sinistro, um dos mais graves registados nos últimos anos no país, provocou 22 mortos e 12 feridos.

Perante o estado em que ficaram muitos dos corpos, o Governo Provincial do Kwanza-Sul constituiu uma comissão encarregue de coordenar o processo de identificação das vítimas. As autoridades explicam que a medida se justifica pela necessidade de garantir uma identificação rigorosa, uma vez que entre os passageiros seguiam cidadãos provenientes das províncias do Cunene, Huíla, Benguela e Kwanza-Sul.

Os corpos das 22 vítimas mortais, entre as quais várias crianças, serão transferidos para o Laboratório de Criminalística, na província de Benguela, onde serão realizados os exames necessários à sua identificação.

Enquanto decorrem os procedimentos periciais, familiares das vítimas continuam à procura de respostas. Nos terminais da transportadora Macon, em Benguela e na Huíla, várias pessoas aguardam informações sobre familiares que seguiam no autocarro acidentado.

Os familiares apelam igualmente às autoridades para que seja divulgada a lista dos pacientes internados nas unidades hospitalares do Sumbe e de Luanda, considerando que essa medida poderá facilitar a localização dos sobreviventes e reduzir a incerteza vivida pelas famílias.

Dos 12 feridos, quatro foram evacuados em estado crítico para o Hospital Geral dos Queimados Presidente Julius Nyerere, no Kilamba, em Luanda, onde permanecem sob vigilância médica especializada.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, informou que três dos quatro pacientes apresentam queimaduras graves e necessitam de cuidados intensivos. Segundo a governante, as equipas médicas continuam a avaliar a extensão e a profundidade das lesões, com vista à definição do quadro clínico e do tratamento mais adequado. Um dos doentes permanece em estado particularmente preocupante.

No Hospital Geral do Sumbe, alguns dos feridos apresentam uma evolução clínica favorável e poderão receber alta médica durante esta terça-feira, de acordo com a avaliação da equipa médica.

Na sequência da tragédia, o Presidente da República, João Lourenço, apresentou condolências às famílias das vítimas mortais, em seu nome e em nome do Executivo, manifestando igualmente votos de rápida recuperação aos feridos.

As autoridades prosseguem as investigações para apurar as circunstâncias do acidente, ao mesmo tempo que decorrem os trabalhos de identificação das vítimas e o acompanhamento médico dos sobreviventes.

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