O arranque da operação foi acompanhado pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, numa intervenção que deverá prolongar-se por aproximadamente três meses.
Segundo o director nacional de Edifícios e Monumentos, Hélder Biala, a estrutura será demolida de forma faseada, piso a piso, através de meios mecânicos e com recurso a equipamentos especializados. A intervenção, executada pela empresa Hipermáquinas e fiscalizada pela Construcap, contempla tanto os pisos superiores como as três caves do edifício.
A metodologia adoptada pretende permitir um maior controlo da operação e reduzir os riscos associados à demolição de uma estrutura de grandes dimensões e em avançado estado de degradação. Para garantir a segurança durante os trabalhos e reduzir os impactos na circulação automóvel, a Administração Municipal da Maianga e o Governo Provincial de Luanda colocaram em prática um plano de segurança viária.
As avenidas António Barroso e Amílcar Cabral continuarão abertas ao trânsito. No entanto, o estacionamento nas proximidades da obra estará condicionado durante a execução dos trabalhos.
As autoridades recomendam aos automobilistas e peões que respeitem a sinalização instalada e mantenham distância dos perímetros definidos para a operação.
Durante a fase preparatória da intervenção, mais de 40 pessoas que ocupavam ilegalmente o perímetro do imóvel foram retiradas, informou o administrador municipal adjunto para a Área Técnica e Infra-estruturas, Valdmar Paiva.
O responsável destacou a importância da demolição para a segurança pública, tendo em conta as condições em que se encontrava a estrutura. A retirada dos ocupantes permitiu, igualmente, criar condições para o avanço dos trabalhos num perímetro considerado de risco.
As habitações situadas nas proximidades do edifício serão submetidas a vistorias técnicas antes e depois da demolição. A medida permitirá acompanhar o estado de conservação dos imóveis vizinhos e identificar eventuais alterações que possam ocorrer durante a intervenção.
O acompanhamento técnico deverá prolongar-se ao longo da operação, tendo em conta a proximidade entre a estrutura a demolir e as habitações existentes na zona. Depois de concluída a demolição, o espaço será submetido a trabalhos de limpeza e posteriormente vedado.
O terreno permanecerá vedado até que seja definida a sua futura utilização, não tendo sido avançada, para já, uma indicação sobre o destino que será dado à área.
A Administração Municipal da Maianga apelou à população para respeitar os perímetros de segurança devidamente sinalizados e seguir as orientações das equipas responsáveis pela intervenção.
A operação deverá retirar da paisagem urbana da Maianga uma estrutura inacabada e degradada, ao mesmo tempo que procura reduzir os riscos associados à sua permanência numa zona de circulação e habitação.

