A posição foi expressa durante a sua participação no programa “Café da Manhã”, da Rádio LAC, onde abordou o funcionamento da administração tributária e os mecanismos de arrecadação de receitas públicas.
De acordo com o responsável, qualquer tentativa de redireccionamento de fundos provenientes de uma RUPE implicaria a intervenção simultânea de várias entidades, entre as quais a AGT, o Ministério das Finanças de Angola, a EMIS e os bancos comerciais, o que, no seu entender, torna o cenário impraticável.
José Leiria explicou que o sistema está estruturado com parâmetros de segurança que impedem alterações fora dos circuitos previamente definidos. Sempre que ocorre uma tentativa que não respeite esses critérios, a operação é automaticamente rejeitada.
O dirigente destacou ainda que a AGT não realiza manuseamento directo de dinheiro, nem dispõe de estruturas físicas para armazenamento de valores, afastando a possibilidade de desvios internos.
As declarações visam reforçar a credibilidade do sistema de pagamentos ao Estado, numa altura em que persistem dúvidas públicas quanto à transparência e segurança na gestão das receitas fiscais.

