A Igreja Católica angolana recomenda a constituição de uma mesa permanente de diálogo político e eleitoral como entidade mediadora de conflitos por entender que o fim do conflito armado não produziu uma verdadeira e efetiva reconciliação no país.
O presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) condenou hoje, em Luanda, os acontecimentos no Uije, referindo-se à intervenção da polícia junto à sede da UNITA, manifestando preocupação com a intolerância política no país.
A Igreja Católica considera que os angolanos ainda não vivem segundo as exigências da dignidade humana, apesar das conquistas alcançadas em 24 anos de paz, e diz que não é possivel construir uma Angola nova sem reconciliação.
O bispo do Luena disse hoje que a visita do Papa a Angola vai estimular a evangelização católica "ainda incipiente" no leste do pais, enaltecer a beleza e riqueza cultural e colocar em foco os problemas da região.
Os bispos católicos angolanos disseram hoje que vencer a pobreza "é o maior desafio do pais e instaram o Governo a "destruir com coragem" os monopólios que inviabilizam a diversificação da economia e multiplicam a miséria e exclusão.