Quinta, 23 de Abril de 2026
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Quinta, 23 Abril 2026 12:32

Deputados cobram medidas urgentes após tragédia das cheias em Benguela

Deputados angolanos pediram hoje ao Governo abordagens preventivas, respeito pela vida, reassentamento dos deslocados e a reposição dos bens perdidos após as cheias em Benguela, que causaram 19 mortos e milhares de desalojados.

Os parlamentares apresentaram hoje, na reunião plenária que decorre na Assembleia Nacional, manifestações de pesar e solidariedade às familias afetadas pelas cheias de Benguela, fruto do transbordo do rio Cavaco no dia 12 de abril devido às fortes precipitações na localidade.

Antes do inicio do plenário, sob orientação do presidente do parlamento, Adão de Almeida, houve um minuto de silêncio em solidariedade com as vítimas das cheias de Benguela e em memória ao deputado Eliseu Monteiro (UNITA) e ao ex-deputado Alexandre Neto (UNITA) que faleceram nas últimas semanas.

A deputada do Partido Humanista de Angola (PHA, oposição), Florbela Malaquias manifestou "consternação por tamanha tragédia" em Benguela e sentidos pēsames às familias enlutadas e afetadas.

"Manifestamos a nossa consternação por tamanha tragédia. Seria, pois, louvável que quebrássemos o ciclo dessas tragédias com uma abordagem preventiva eficaz baseada em planeamento, execução e manutenção consistentes", defendeu.

Pela Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA, oposição) interveio o deputado Nimi a Simbi: "É com imensa tristeza que acompanhamos os trágicos acontecimentos determinados pelas chuvas em diversos pontos do território nacional e com maior incidência na província de Benguela".

Nimi a Simbi acrescentou que a FNLA "está profundamente consternada pela tragédia" e instou as autoridades governativas a encontrarem "meios de prevenção para se evitar situações do género".

"Consternação e solidariedade" às familias afetadas pelas chuvas também foram expressas pelo deputado do Partido de Renovação Social (PRS, oposição), Benedito Daniel.

O grupo parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição), na sua declaração política trimestral nesta plenária, apresentou também "sentidos pêsames" às familias enlutadas devido às cheias de Benguela.

"Foram perdas humanas em circunstâncias que poderiam ter sido prevenidas e mitigadas com o desassoreamento do rio, ordenamento jurídico, responsabilidade política e respeito pela vida humana", afirmou a presidente do grupo parlamentar da UNITA, Albertina Ngolo.

A UNITA apelou ainda às autoridades para assegurarem o reassentamento dos deslocados e a reposição dos bens perdidos, tendo apelado igualmente à sociedade civil, às organizações filantrópicas e aos cidadãos a "manterem viva a corrente de solidariedade".

Por seu lado, o deputado Joaquim Reis Júnior, presidente do grupo parlamentar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder), manifestou solidariedade e consternação, "agravada pelo número de vítimas mortais que se tëm registado em resultado dos acidentes de viação".

De acordo com dados oficiais, as cheias em Benguela causaram 19 mortos, alguns desaparecidos e milhares de familias desalojadas que recebem assistência do governo da província de Benguela.

O executivo angolano anunciou na quarta-feira que vai abrir uma linha de financiamento de 30 mil milhões de kwanzas (28 milhões de euros) para apoiar empresas e particulares afetados pelas calamidades naturais da província de Benguela e outras regiões do país.

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