O Governo angolano, que vai retirar gradualmente os subsídios da gasolona, "quer ter preços reais" de uma economia de mercado e aumentar a produção de combustíveis, com a construção de refinarias competitivas a nível internacional, disse o ministro dos Petróleos.
A ministra das Finanças, Vera Daves, afirmou, esta quinta-feira, em Luanda, que a retirada dos subsídios aos combustíveis deriva de uma decisão soberana do Estado angolano, sem qualquer pressão externa do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os subsídios aos combustíveis representam uma fatia considerável do Orçamento Geral do Estado (OGE). Em 2022, mais de 2,15 bilhões de kwanzas (3,8 mil milhões USD) foram gastos neste apartado, mais 60% que no ano anterior, segundo o relatório anual divulgado pelo Instituto de Gestão de Activos e Capitais do Estado (IGAPE). Este valor, note-se, representa 92% das despesas dos sectores de Saúde e Educação no OGE.
O Governo angolano anunciou hoje a retirada gradual de subsídios à gasolina, que vai passar dos atuais 160 kwanzas para 300 kwanzas/litro, mantendo a subvenção ao setor agrícola e à pesca.
O Governo angolano gastou 1,9 biliões de kwanzas (3,8 mil milhões de dólares) em subsídios aos combustíveis em 2022, 60% acima do ano anterior, segundo o relatório anual do Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE).