Angola, Moçambique e Guiné-Bissau estão entre os países classificados como regimes plenamente autoritários num relatório internacional que identifica a Rússia e a China como principais motores das redes de cooperação autoritária.
Por ocasião do Dia Internacional da Democracia, assinalado esta segunda-feira, a organização Friends of Angola (FOA) apela ao reforço das instituições, à protecção das liberdades cívicas e a um processo eleitoral credível em 2027, alertando que a realização de eleições não basta, por si só, para consolidar um sistema democrático.
Resolução aprovada na Assembleia Geral, em Bruxelas, condena perseguições políticas, apela ao reforço das instituições democráticas e manifesta preocupação com o ambiente político em vários países africanos, incluindo Angola.
O Relatório da Democracia 2025, da responsabilidade do ISCTE, alerta para retrocessos na qualidade das democracias em alguns países lusófonos, distinguindo cinco Estados com regimes democráticos estáveis de três, Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, marcados por fragilidades institucionais.
O regime angolano é um exemplo de "resiliência do regime autoritário", que utiliza o processo eleitoral para legitimar a permanência no poder do partido MPLA, aponta o Relatório da Democracia 2025, realizado pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.