Um debate televisivo subordinado ao tema “A paz do mês das mentiras” colocou frente a frente a deputada da UNITA, Mihaela Webba, e o militante do MPLA, José Carlos de Almeida, num confronto de ideias marcado por divergências profundas sobre democracia, reconciliação nacional e justiça social em Angola.
O deputado do MPLA João Mpilamossi Domingos assumiu ter havido excessos de linguagem no recente debate parlamentar, negou qualquer associação a discursos de ódio e de violência e enquadrou a sua intervenção no contexto do confronto político, ao evocar a sua própria vivência — marcada pela guerra e pela perda trágica da esposa — para reafirmar a defesa da paz, ao mesmo tempo que analisou o papel da Assembleia Nacional, respondeu às críticas da oposição e projectou os desafios económicos e políticos rumo às eleições de 2027.
A UNITA acusou hoje o MPLA, partido no poder em Angola, de pretender continuar a promover processos eleitorais "antidemocráticos" para se manter no poder, ao rejeitar no parlamento os três projetos de lei de sua iniciativa.
A UNITA acusou hoje o regime angolano de promover uma campanha de ódio usando a televisão pública e "bocas de aluguer" para destruir a memória histórica do fundador do partido, Jonas Savimbi, com o intuito de obter vantagens políticas.
Numa entrevista transmitida a partir de Portugal, o jornalista angolano José Gama traçou um retrato crítico da realidade política e social de Angola, destacando fragilidades estruturais do sistema, o peso dominante do MPLA e os desafios enfrentados pela oposição, nomeadamente a UNITA e a FNLA.