Segundo a ANGOP, agência noticiosa angolana, o comboio expresso com 112 passageiros em quatro carruagens partiu da estação principal do Lubango, província da Huila, na manhã de quinta-feira, e à entrada da cidade da Matala, na mesma provincia, foi apedrejado várias vezes.
A composição que partiu às 07:00 do Lubango e tinha chegada prevista a Menongue às 15:00 terminou a viagem quando já passava das 21:00, devido ao incidente.
De acordo com o maquinista em serviço, Edson Vieira, estes atos de vandalismo são recorrentes naquele município, por ação de pessoas não identificadas.
O delegado do Caminho de Ferro de Moçamedes na província do Cubango, António Sebastião, disse que a vandalização das carruagens climatizadas pode comprometer a programação deste tipo de serviço especial.
"Há situações de vandalização, de arremesso de objetos contra os comboios, que têm estado a provocar a quebra dos vidros das carruagens. São carruagens climatizadas e com os vidros quebrados, infelizmente, vai beliscar aquilo que é a qualidade que devíamos prestar aos nossos passageiros", disse António Sebastião, em declarações à Rádio Nacional de Angola.
Em 2025, os Caminhos de Ferro do Moçamedes, com uma extensão ferroviária de 806 quilómetros, passando pelas províncias do Namibe, Huila e Cubango, transportaram mais de 600 mil passageiros, tendo o comboio expresso sido retomado na quinta-feira, seis anos após a suspensão.
O apedrejamento de locomotivas é um fenómeno registado em várias provincias do país, com este tipo de meio de transporte.
Estes atos de vandalismo causam prejuízos às empresas com a necessidade de substituição de vidros, além das perdas financeiras devido à imobilização dos meios, por vários dias, pelos danos provocados.

