A ONU pediu hoje uma investigação independente as mortes de vários membros da seita evangélica "Luz do mundo" após confrontos com as autoridades angolanas, um caso que tem motivado balanços díspares.
A Procuradoria Geral da República está a instruir os processos crime contra José Julino Kalupeteka e contra mais sete dezenas e meia de seguidores. Há ainda colaboradores próximos do “profeta do século XXI” a monte, um deles é Justino Chipando, amigo do líder e secretário-geral do movimento religioso.
A UNITA solicitou aos órgãos competentes da Organização das Nações Unidas, e outras entidades, a realização de um "inquérito rigoroso e imparcial" às mortes de polícias e civis, seguidores de uma seita religiosa na província angolana do Huambo.
Em entrevista à DW África, o jornalista e ativista Rafael Marques falou sobre o caso do Huambo e criticou a ação das autoridades e a ausência de um inquérito para apurar o que se passou realmente.
O presidente da segunda maior força política da oposição angolana, Abel Chivukuvuku, afirmou que se perderam vidas "desnecessariamente" nos confrontos no Huambo entre polícia e uma seita que "não representava perigo para a estabilidade" de Angola.