O índice, que avalia o desempenho da governação em 54 países africanos entre 2016 e 2025, com base em mais de 90 indicadores, coloca Angola entre as dez nações com maior evolução no período analisado, ao lado de países como Gabão, Gâmbia e Zâmbia.
No entanto, considera que desacelerou porque a pontuação é melhor em 2025 do que em 2016, mas está a abrandar desde 2021.
O desempenho do país destaca-se em indicadores como Políticas e Regulamentação Ambiental, Paridade de Género na Educação e em Economia Rural, este num contexto em que a agricultura passou a representar cerca de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), ultrapassando o petróleo.
O relatório associa o progresso na subcategoria Anticorrupção às reformas impulsionadas após a tomada de posse do Presidente João Lourenço, em 2017, incluindo a lei de 2018 sobre a repatriação voluntária de ativos no estrangeiro e a criação do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos.
O índice identifica Angola, a República Democrática do Congo, a Gâmbia e a Zâmbia como países onde o espaço para a sociedade civil se tornou menos repressivo, mas na subcategoria Direitos apresenta "sinais de alerta" e em Participação também regista uma tendência de abrandamento.
Publicado bienalmente pela Fundação Ibrahim, a edição de 2026 do IIAG será apresentada hoje oficialmente no Cairo, e analisa o período 2016-2025 através de 96 indicadores de governação.

