Ao apresentar o seu manifesto perante militantes e apoiantes, o político apelou à juventude para uma participação mais activa na vida partidária, incentivando a adesão em massa às actividades da FNLA e o contributo dos mais jovens para a afirmação da organização no panorama político nacional.
O candidato sublinhou a necessidade de construir uma ponte que aproxime a nova geração da experiência acumulada pelos militantes mais antigos, de forma a assegurar a transmissão dos princípios e valores históricos do partido. "O legado da FNLA deve ser passado de geração em geração", afirmou.
Para o concorrente à liderança, a preservação da memória e dos feitos do fundador constitui uma responsabilidade colectiva. Nesse sentido, considerou fundamental que as bases do partido conheçam em profundidade a história de Angola e o papel desempenhado pela FNLA na Luta de Libertação Nacional.
Carlito Roberto defendeu ainda uma maior valorização dos protagonistas da organização, argumentando que o conhecimento aprofundado do percurso histórico do partido permitirá às novas gerações compreender com clareza as razões da sua fundação, bem como o papel de vanguarda que desempenhou no combate ao colonialismo. Segundo o candidato, resgatar essa memória histórica é o primeiro passo para recuperar o respeito e a influência nacional da FNLA.
Na conclusão da sua intervenção, o candidato afirmou que o seu grande propósito é dar continuidade ao projecto do fundador e erguer o partido da crise sem precedentes provocada por desentendimentos internos que o têm afectado nos últimos anos.
Nesse contexto, apontou a conservação da paz social, a valorização das competências dos angolanos e o fortalecimento da união entre os povos como as prioridades máximas da sua candidatura. Carlito Roberto comprometeu-se ainda com um consulado pautado pela lealdade, honestidade e proximidade com as bases a nível nacional.

