Sábado, 05 de Setembro de 2026
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Sábado, 05 Setembro 2026 19:55

“Vai haver água em abundância”: João Lourenço promete fim dos conflitos pela água no Cunene

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, prometeu hoje água em abundância a partir de agora no sul do país fustigado pela seca, e a consequente redução dos conflitos pelo acesso na zona do Cunene.

O chefe de Estado completou hoje, com a inauguração de duas barragens, uma deslocação de dois dias a esta província de Angola, com um clima semidesértico e marcada pela escassez hídrica.

Com uma economia assente na pecuária e na agricultura, a falta de água tem gerado conflitos, nomeadamente entre criadores de gado, que o Presidente angolano acredita poderem ser reduzidos com o aumento do acesso.

Em declarações à imprensa, divulgadas nos canais oficiais da Presidência da República, João Lourenço destaca “os três grandes projetos” que aumentam “de forma bastante grande” o acesso às fontes de água.

O Presidente falava das duas novas barragens inauguradas hoje, a de Ndúe e a de Calucuve, que se juntam ao canal do Cafu, já em funcionamento, para abastecimento de água às populações, ao regadio agrícola e para as necessidades da agropecuária.

As duas barragens fazem parte do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), lançado em 2019 pelo Governo angolano, e prevê um investimento de 4,2 mil milhões de dólares (3,6 mil milhões de euros) na construção de um total de cinco barragens.

“Se nós aumentarmos este acesso, quer das pessoas, quer do gado, às fontes de água (…), com certeza que é lógico pensarmos que o conflito também se vai reduzir, uma vez que não haverá necessidade de nenhum criador brigar com os outros pelo acesso à água”, defendeu.

“O que há demais a partir de agora é água, vai haver água em abundância, não há necessidade de ninguém brigar com ninguém”, acrescentou o Presidente angolano.

Segundo disse, não é possível “fazer tudo ao mesmo tempo, a prioridade tem sido para o Cunene”, adiantando que os projetos para “o Namibe e para a Huíla serão obviamente executados”.

“O que eu gostaria de assegurar é que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul da Angola vai ser executado na sua plenitude”, declarou.

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