Segundo a formação política, placas, outdoors e tendas utilizadas para mobilização partidária têm sido retirados nas últimas semanas, com maior incidência, de acordo com o partido, nos municípios de Belas, Kilamba e Ingombota.
A denúncia foi apresentada esta sexta-feira, 14 de Agosto, durante uma conferência de imprensa. O porta-voz do PRA-JA em Luanda, Ruben Mateus, acusou as autoridades da capital de aplicarem critérios diferentes na gestão do espaço público destinado à propaganda política, apontando uma alegada actuação de “dois pesos e duas medidas” entre as diferentes forças partidárias.
Entre os materiais alegadamente removidos encontram-se mensagens de propaganda associadas ao líder do PRA-JA, Abel Epalanga Chivukuvuku. O partido sustenta que as operações têm afectado estruturas instaladas em diferentes pontos da cidade.
Ruben Mateus acrescentou que algumas das estruturas metálicas que suportavam as placas de propaganda terão sido danificadas, entortadas ou mesmo destruídas durante as operações de remoção.
Face ao que descreve como uma situação de intolerância política, o PRA-JA exige a reposição do material retirado e o fim destas acções. O partido defende, igualmente, que a utilização do espaço público para propaganda política deve obedecer a critérios uniformes e ser assegurada em condições de igualdade para todas as forças políticas.
O partido apela, por isso, às autoridades para que assegurem o respeito pelo pluralismo político e pelos direitos de participação, garantindo condições de igualdade no espaço público durante as actividades de mobilização política.
O PRA-JA Servir Angola afirma que continuará a denunciar situações que considere configurarem actos de intolerância política na província de Luanda e a exigir das autoridades o cumprimento das regras aplicáveis à actividade dos partidos políticos.

