Quarta, 13 de Mai de 2026
Follow Us

Quarta, 13 Mai 2026 14:04

Adalberto Costa Júnior destaca democracia interna da UNITA em meio a tensões políticas no MPLA

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou esta terça-feira que a sua formação política é actualmente “o partido mais democrático de Angola”, numa declaração interpretada como resposta indirecta ao ambiente de crescente tensão política em torno do processo de preparação do próximo congresso do MPLA e da polémica reactivação do processo judicial envolvendo o general Higino Carneiro.

As declarações foram tornadas públicas através de um vídeo divulgado pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Presidência (GCIP) da UNITA, no qual o líder do maior partido da oposição procurou sublinhar a forma como a organização tem conduzido o seu processo interno de renovação política.

As declarações foram tornadas públicas através de um vídeo divulgado pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Presidência (GCIP) da UNITA, no qual o líder do maior partido da oposição procurou sublinhar a forma como a organização tem conduzido o seu processo interno de renovação política.

Adalberto Costa Júnior sustentou que a existência de múltiplas candidaturas deve ser entendida como sinal de maturidade democrática e não como factor de divisão interna.

Segundo o dirigente, “as múltiplas candidaturas não são símbolos de inimizades”, defendendo que o debate de ideias fortalece as organizações políticas. “Um candidato não representa pluralidade; dois candidatos trazem um debate plural”, frisou.

As declarações surgem num momento particularmente sensível da vida política nacional, marcado pelas movimentações internas no MPLA para o seu IX Congresso Ordinário, agendado para Dezembro, e pela reabertura do processo judicial contra o general Higino Carneiro, pré-candidato à presidência do partido no poder.

O antigo dirigente do MPLA denunciou recentemente a reactivação de um dossier que, segundo afirma, já se encontrava encerrado e arquivado desde 2025 pelas instâncias judiciais competentes.

Higino Carneiro sustenta que a reabertura do processo terá ocorrido de forma inesperada e aponta para a existência de uma “mão invisível” interessada em comprometer a sua candidatura à liderança do partido.

Nos bastidores políticos, cresce a percepção de que o caso poderá estar relacionado com a disputa interna que antecede o congresso do MPLA. Alguns sectores admitem que uma eventual constituição como arguido possa vir a servir de base para inviabilizar formalmente a sua candidatura através da Subcomissão de Candidaturas.

O episódio reacendeu o debate sobre a independência das instituições judiciais em Angola e sobre alegadas interferências políticas em processos conduzidos pelos órgãos de justiça.

Para observadores críticos, o caso expõe as fragilidades institucionais do sistema e coloca novamente em evidência a relação historicamente complexa entre justiça e poder político no país.

Num contexto de forte simbolismo político, as declarações de Adalberto Costa Júnior surgem como tentativa de contrastar o modelo interno da UNITA com as turbulências que marcam actualmente o principal partido no poder, reforçando a narrativa de alternância democrática e de abertura ao pluralismo político em Angola.

Rate this item
(0 votes)