A inflação homóloga em Angola desceu em julho para 9,33%, pela primeira vez abaixo dos dois dígitos na série do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), iniciada em 2015, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O gabinete de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) desceu a previsão de inflação em Angola, antecipando uma subida média dos preços de 10,2% este ano, chegando ao final do ano nos 7,8%.
A recente desaceleração da inflação em Angola levou o Banco Nacional de Angola (BNA) a aliviar a sua política monetária, reduzindo as principais taxas de juro directoras. Contudo, apesar dos sinais positivos no comportamento dos preços, o economista e jornalista Carlos Rosado de Carvalho considera que a actual trajectória da inflação assenta em factores conjunturais e carece de sustentabilidade a longo prazo.
A previsão de inflação em Angola foi hoje revista em baixa para 8,6% no final de 2026 e a de crescimento económico em alta para 3,6%, anunciou o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias.
A consultora Oxford Economics considerou hoje que o abrandamento da inflação homóloga para 10,1%, em junho, mostra que Angola “manteve-se protegida do impacto inflacionário” da guerra no Médio Oriente.