O economista e comentador Carlos Rosado de Carvalho manifestou total disponibilidade para se reunir com o governador provincial de Luanda, Luís Nunes, para esclarecer as questões relacionadas com um eventual conflito de interesses na adjudicação de obras públicas à Omatapalo, empresa da qual o governante é accionista, apurou o Valor Económico.
O governador da província de Luanda, Luís Nunes, rejeitou categoricamente, esta segunda-feira, as acusações que o apontam como beneficiário de negócios entre a sua empresa, a Omatapalo, e o Estado angolano. Em causa estão as críticas e os questionamentos públicos levantados recentemente pelo economista e comentador Carlos Rosado de Carvalho.
A nomeação de António Silva para a presidência do Conselho de Administração do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário não dissipou as dúvidas sobre a gestão da instituição. Alegações relativas à concessão de créditos, à justificação de pagamentos e à aplicação de fundos públicos levantam questões sobre os mecanismos de controlo interno e a execução de projectos destinados ao sector agrícola.
Fontes internas apontam o presidente do Conselho de Administração, António Dias, como responsável por exonerações controversas e decisões unilaterais. As acusações não estão confirmadas e exigem esclarecimento.
O governador da província de Luanda, Luís Nunes, é referido em alguns círculos políticos como estando entre as figuras associadas a um eventual interesse empresarial na gestão da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), num momento em que o Governo analisa novos modelos de gestão para empresas do sector público.