A histórica visita do Presidente Joe Biden a Angola coincide com as controversas declarações do Presidente eleito Donald Trump sobre a imposição de tarifas às nações do BRICS, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos.
Revelador, em primeiro lugar, da mudança da nossa bússola diplomática. O norte já não está na Europa. O bom aluno de Jacques Delors é hoje o bom anfitrião de qualquer tiranete com petróleo na quinta, seja ele Khadafi, Chávez ou Santos. Houve quem tivesse o devido fanico moral. Mas a questão não é só ética.
Em 27 de novembro, tiveram início as eleições gerais na Namíbia. Por razões logísticas, a Comissão Eleitoral decidiu prolongar o processo até 30 de novembro. Os principais partidos da oposição entraram nas eleições com grandes expectativas quanto aos seus resultados.
Uma grande festa está a ser preparada na capital, Luanda. Finalmente, o partido no poder e o seu representante máximo, o Presidente João Lourenço, podem celebrar o seu grande triunfo no campo da política externa – o estreitamento de laços com outros países que investem no Corredor do Lobito. Contudo, nem todos os angolanos veem nisso um triunfo.
Do alto da tribuna, diante de uma sala indumentada com a cor vermelha, o orador arrancou uma ruidosa salva de palmas à plateia, constituída por jovens, depois de ter anunciado uma possível vinda a Angola da Selecção argentina de futebol, por ocasião dos 50 anos de Independência Nacional.