As movimentações no sentido de impedirem a materialização de uma situação bicéfala no MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola) estão a ganhar corpo. A ideia passa por impedir que João Lourenço se candidate e seja eleito presidente do partido ao mesmo tempo que escolhe outra figura para número um da lista do MPLA às eleições gerais de 2027, dado que a lei o impede de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República.
O parlamento angolano chumbou hoje o projeto de lei sobre o Exercicio de Direito de Oposição Democrática, iniciativa da UNITA, com os votos contra do MPLA (poder), que considerou o diploma "desnecessário e inoportuno".
O deputado do MPLA, João Mpilamosi Domingos, apresentou um pedido público de desculpas ao grupo parlamentar da UNITA, na sequência de declarações polémicas proferidas durante uma intervenção recente, nas quais afirmou que, após a morte de Jonas Savimbi, em 2002, o partido no poder teria capacidade para “exterminar totalmente” a UNITA.
0 MPLA, partido no poder em Angola, acusou hoje a oposição de propalar discursos falaciosos e semear suspeições, assegurando que a estabilidade do pais "não será refém de interesses e ambições partidárias desmedidas".
A subcomissão que trata das candidaturas no âmbito do 9º congresso ordinário do MPLA, que terá lugar nos dias 09 a 10 de Dezembro em Luanda, anunciou que, desde que o processo foi aberto, no dia 28 de Março, nenhum militante apresentou a sua candidatura à presidência do partido.