Bateram-se palmas quando o BNA anunciou a medida na semana passada, mas agora muitos clientes voltam desiludidos dos balcões dos bancos comerciais. Afinal, apesar de serem poupanças individuais, o acesso à moeda externa continua a ser “sob regras previamente estabelecidas” pela autoridade cambial
Os levantamentos são feitos no prazo máximo de dois dias úteis, a contar da data da recepção do pedido do cliente. Na impossibilidade de pagamento de numerário na moeda ou forma pretendida pelo cliente, de acordo com o BNA. “Caso os bancos não obedeçam as regras, os clientes devem reportar o assunto ao Banco Central”, avisa o Banco Nacional de Angola (BNA).
A consultora de risco AON melhorou hoje o risco cambial de Angola, de Médio-Alto para Médio, apresentando como justificação a subida dos preços do petróleo, que tornaram as falhas de moeda externa menos agudas.
Economistas contactados em Luanda para reagir ao comunicado do BNA que, sexta-feira, determinou o fim das restrições à movimentação das contas em moeda estrangeira pelos titulares, coincidiram em atribuir a medida aos contactos estabelecidos entre o Governo e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Os clientes podem, agora, movimentar as suas contas em moeda estrangeira para liquidação de operações de importação de mercadorias, invisíveis correntes, como despesas de viagens e saúde ou salários de expatriados, além de capitais realizados pelo próprio depositante.