A crise interna na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) agravou-se após a realização de congressos concorrentes e a eleição de Carlito Roberto, filho do fundador do partido, Holden Roberto, para a presidência da organização.
Filho do fundador da formação política angolana, Holden Roberto, assume a liderança do partido após um congresso que reuniu mais de mil delegados, num contexto marcado por divergências internas.
Cinco candidatos disputam a presidência da organização, num contexto de fractura interna entre a ala opositora e a facção liderada por Nimi-a-Nsimbi, cuja legitimidade está no centro de um impasse jurídico e político.
O presidente da FNLA, oposição angolana, disse hoje que, sem querer ficar para sempre, concorre para se manter no cargo no VI Congresso, em novembro, para concluir projetos em curso, apesar da contestação interna e aprovação da sua destituição.
Decisão foi tomada numa reunião extraordinária em Luanda, que reuniu 52% dos membros do órgão. Partido pretende ultrapassar o impasse político e organizativo com um congresso marcado para 30 e 31 de Outubro.