Segundo informações divulgadas pela comissão, os dois concorrentes apresentaram cartas dirigidas à coordenação do órgão preparatório, oficializando a participação no processo eleitoral interno.
Fernando Pedro Gomes afirmou que a sua candidatura tem como principal objetivo promover a unidade, a reconciliação e a coesão interna da FNLA. Na sua perspetiva, a resolução dos conflitos que têm marcado o partido depende, acima de tudo, de vontade política e do cumprimento rigoroso dos estatutos e regulamentos internos.
"Antes de mais, é uma questão de vontade política. Depois, temos os instrumentos de ação, que são os estatutos e os regulamentos do partido. Tudo está previsto nesses documentos e não há nada que não possa ser ultrapassado se forem respeitados", afirmou.
O candidato defendeu ainda que os órgãos centrais da FNLA devem ser convocados para resolver as divergências internas, considerando que os mecanismos estatutários existentes são suficientes para ultrapassar a atual crise.
Por sua vez, Daniel António Afonso justificou a sua candidatura com a necessidade de revitalizar a FNLA, alegando que o partido atravessa um período de estagnação devido ao incumprimento das orientações internas pela anterior liderança.
Segundo o pré-candidato, existe um sentimento generalizado entre os militantes de que a organização perdeu dinamismo político.
"Há uma necessidade sentida pelos militantes, por Angola e pela diáspora, de retirar a FNLA da letargia em que se encontra. Foi essa realidade que me motivou a apresentar esta candidatura", declarou.
A Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário confirmou ter recebido duas pré-candidaturas ao cargo de presidente da FNLA. Contudo, a coordenadora-adjunta da comissão advertiu que ambos os processos apresentam ausência de alguns documentos obrigatórios.
A responsável esclareceu que os candidatos deverão regularizar a documentação em falta até ao próximo dia 27 de julho, sob pena de as respetivas candidaturas serem indeferidas, em conformidade com o regulamento do congresso.
O VI Congresso Ordinário da FNLA deverá definir a nova liderança do partido, num momento considerado decisivo para o futuro da histórica formação política angolana, que procura reforçar a sua organização interna e reposicionar-se no panorama político nacional.

