De acordo com o testemunho de um dos passageiros, o motorista terá parado no local e, pouco depois, cerca de 12 indivíduos, munidos de catanas, invadiram o autocarro e começaram a roubar os passageiros. Vários clientes ficaram sem objectos de valor.
Segundo o mesmo relato, a ocorrência terá durado aproximadamente 40 minutos, período em que os passageiros foram sujeitos a momentos de grande tensão e violência. O passageiro refere que cerca de 20 pessoas ficaram feridas na sequência das agressões, algumas das quais com gravidade.
Entre os bens levados pelos assaltantes encontra-se um fio de ouro avaliado em mais de cinco milhões de kwanzas, pertencente ao próprio passageiro que relatou o caso. Apesar do elevado prejuízo, o homem considera que o mais importante foi ter saído com vida.
Ainda de acordo com o testemunho, foram feitas tentativas de contacto com o número de emergência 113 durante o assalto, mas não terá sido possível obter uma resposta efectiva naquele momento.
O caso volta a suscitar preocupações quanto à segurança dos passageiros nas estradas nacionais, sobretudo nos pontos de paragem e de embarque, bem como quanto à capacidade de resposta das autoridades perante situações de emergência.
Perante o sucedido, os passageiros apelam às autoridades competentes para que investiguem o caso, identifiquem os presumíveis autores e adoptem medidas que reforcem a segurança nos terminais, nas agências de transporte e nos principais pontos de circulação de passageiros.
Até ao momento, as informações disponíveis baseiam-se no testemunho de um dos passageiros envolvidos na ocorrência. Não foi possível confirmar oficialmente o número de feridos, a identidade dos suspeitos, o valor total dos bens subtraídos ou as circunstâncias que antecederam o assalto.
Aguardam-se, por isso, esclarecimentos das autoridades competentes e da operadora MACON sobre o caso.
Procurámos obter uma reacção da Macon e da Polícia Nacional, sem resposta até ao momento.

