Estudo do Afrobarómetro mostra ainda que quatro em dez angolanos consideram que a luta contra a corrupção é um pretexto do Presidente João Lourenço para afastar adversários políticos.
O presidente da UNITA, Adalberto da Costa júnior disse hoje que o congresso que o elegeu é “inatacável”, acusando o MPLA de estar “desesperado” perante a perspetiva de perda do poder e está a manipular “sem limites” as instituições.
O Tribunal Constitucional angolano, após mais de 48 horas, desde a divulgação, pela TV Zimbo, da alegada anulação do Congresso da UNITA, deu esta quinta-feira, 07 de Outubro o rosto para fazer passar a sua mensagem sobre a impugnação do oitavo (VIII) Congresso que elegeu Adalberto Costa Júnior, presidente do referido partido.
O jornalista angolano José Gama considera que a decisão do Tribunal Constitucional de anular o congresso da UNITA, que elegeu Adalberto Costa Júnior como líder do partid,o revela um tribunal "totalmente politizado".
O presidente da UNITA (oposição em Angola) afirmou-se hoje “absolutamente tranquilo” quanto ao alegado acórdão do Tribunal Constitucional (TC) angolano, que supostamente anula o seu mandato, lamentando “interferências nos órgãos judiciais” e questionando o “estranho silêncio” das autoridades.
Tchizé dos Santos, afirmou que desde o governo de João Lourenço, ninguém consegue registar sequer um partido político para fazer-lhe oposição, porque o Tribunal Constitucional não autoriza, mas impede, numa altura em que o MPLA obstrui e boicota qualquer tentativa de criação de novos partidos políticos e persegue os políticos e membros da sociedade civil que tenham força para fazer oposição ao regime.
Três forças anti-MPLA tentam unir forças para facilitar a alternância democrática. Travão judicial pode acabar por reforçar o descontentamento popular