Numa publicação divulgada na sua página oficial do Facebook, o líder da oposição angolana declarou que “a condição primária” para o acesso à função pública deverá ser “ser angolano”, acrescentando que, para os cargos de liderança, “a primeira avaliação será a competência”.
Segundo Adalberto Costa Júnior, a excessiva influência partidária nas instituições do Estado tem sido um dos principais entraves ao desenvolvimento do país, considerando que a partidarização “é tão nociva quanto a própria corrupção”. Na mesma mensagem, o dirigente sustenta que fenómenos como a má governação, o nepotismo, o amiguismo e a impunidade encontram espaço precisamente nesse modelo de gestão estatal.
“O cartão de militante vale mais do que o saber, quando a fidelidade partidária substitui o mérito, o país adoece”, escreveu o presidente da UNITA, defendendo que a lógica de recompensa baseada na militância política tem afastado quadros qualificados da administração pública e contribuído para a perda de talento nacional.
O líder partidário considera ainda que a função pública não deve ser tratada como “prémio de militância”, alertando que essa prática transforma o servidor público num “servidor partidário”, em detrimento do interesse nacional.
Na publicação, Adalberto Costa Júnior apresentou uma visão de governação assente na igualdade de oportunidades, afirmando desejar “um Estado onde o filho do camponês e o filho do ministro concorrem de igual para igual”. Para o político, o critério determinante deve ser o conhecimento e a competência, e não as relações pessoais ou partidárias.
A mensagem surge num contexto de crescente debate político em Angola sobre reformas institucionais, transparência e eficiência da administração pública, temas que têm marcado o discurso da oposição e da sociedade civil nos últimos anos.

