O avião aterrou pelas 14:45 horas, no aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda. Trata-se da terceira vez que um Sumo Pontífice visita este país africano, depois das passagens de João Paulo II e Bento XIV. Milhares de fiéis e grupos de escuteiros, envergando bonés, panos e vestuário alusivo à vinda do Papa.
Leão XIV traz consigo 67 jornalistas internacionais e angolanos e uma comitiva composta por cerca de 80 membros, divididos entre as mais altas autoridades do Vaticano, conselheiros e funcionários de apoio.
Entre os cardeais que integram a delegação oficial encontram-se Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, uma das mais altas autoridades da Cúria Romana, responsável pela coordenação política e diplomática da Santa Sé, o cardeal Luis Antonio Tagle, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, encarregado das questões missionárias e da nova evangelização.
A delegação integra ainda o cardeal George Jacob Koovakad, Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, responsável pelas relações com outras religiões, um tema central na visita, o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, Chanceler da Pontifícia Academia das Ciências Sociais, uma voz influente em questões sociais e económicas do continente africano, e o cardeal Robert Sarah, Prefeito Emérito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, uma figura de grande respeito no mundo católico.
Juntam-se também à comitiva cerca de 40 bispos africanos, vindos de seis países da África Central, que manifestaram intenção de participar dos eventos.
O Papa aterrou no aeroporto internacional 4 de Fevereiro, que até ao ano passado assegurava as ligações internacionais de Luanda, tendo sido substituído pelo novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto.
A primeira visita apostólica de Leão XIV a África iniciou-se segunda-feira na Argélia, seguindo-se os Camarões e, depois de Angola, culminará na Guiné Equatorial.

