A investigadora e escritora portuguesa Margarida Paredes teve “o privilégio”, há 38 anos, de assistir ao nascimento de Angola, lamentando hoje que o país pelo qual ajudou a lutar se tenha tornado “extremamente autoritário”.
O exército, um dos três ramos das Forças Armadas Angolanas (FAA), continua firme na defesa dos interesses do país, obedecendo também, incondicionalmente, os órgãos de soberania democraticamente eleitos.
Os angolanos não esperavam apenas promessas irrelevantes da parte do presidente da republica nos seus intermináveis discursos inacabáveis e destorcidos, discursos desconexos, que se afunilam em torno do buraco escuro da ignorância inoperante de um regime a muito adormecido no sono do tempo.