O ex-ministro da Economia português António Costa Silva defendeu hoje que Angola tem de pensar no pós-petróleo e apostar na eletricidade como nova fonte de divisas, alertando para a retração de 8% da produção petrolífera em 2025.
O vice-presidente e diretor-geral de investigação do Centro de Estudos de Desenvolvimento Económico e Social de Angola (CEDESA) considerou hoje que o país está bloqueado por fatores persistentes que dificilmente conseguirão ser ultrapassados.
Angola está entre as economias mais beneficiadas em África devido à guerra dos EUA e Israel contra o Irão, devido à subida dos preços do petróleo e melhores condições financeiras da divida.
O clima económico para as empresas em Angola foi "desfavorável" no terceiro trimestre, uma evolução negativa face ao período homólogo, com a redução das expectativas de crescimento nos setores da indústria extrativa, turismo e transportes.
O secretário de Estado para o Investimento Público angolano apontou hoje a dificuldade de financiamento como principal desafio ao crescimento da economia real, mas destacou que a banca tem desenvolvido “muita inovação em termos de instrumentos financeiros”.