Terça, 29 de Setembro de 2026
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Terça, 29 Setembro 2026 22:25

Angola abre a porta do mercado da Dívida Pública aos investidores estrangeiros

Angola está a avançar para uma nova fase de internacionalização do mercado financeiro, com a abertura gradual do mercado local de títulos da Dívida Pública aos investidores não residentes, numa estratégia que pretende aumentar a liquidez, diversificar a base de investidores e aprofundar o mercado secundário de títulos emitidos em moeda nacional. 

A medida foi destacada pela Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, durante a abertura do Global Investors Day, em Luanda, encontro que reuniu representantes de instituições financeiras, investidores, parceiros de desenvolvimento, reguladores, operadores do mercado e profissionais da comunicação social.

Para a governante, a entrada de investidores estrangeiros no mercado local não constitui uma iniciativa isolada, mas o resultado de um processo de reformas institucionais e de construção gradual das infra-estruturas necessárias ao funcionamento de um mercado financeiro mais desenvolvido.

Vera Daves de Sousa considerou o momento como um marco na evolução do mercado financeiro angolano, destacando o percurso realizado desde a criação das principais instituições responsáveis pela regulação, gestão da dívida e funcionamento do mercado de capitais.

Segundo a ministra, a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) foi criada em 2005 e ganhou capacidade efectiva de actuação nos anos seguintes, particularmente a partir de 2012. Já em 2010 foi criada a Unidade de Gestão da Dívida Pública, estrutura que reforçou a capacidade do Estado para planear e gerir as suas obrigações financeiras.

A governante sublinhou que a construção de um mercado financeiro funcional não depende exclusivamente da criação de instituições. Exige igualmente regras claras, plataformas de negociação eficientes, intermediários preparados e confiança por parte dos investidores.

Foi neste contexto que, ao longo dos últimos anos, Angola desenvolveu as infra-estruturas de negociação da BODIVA, ampliou os instrumentos financeiros disponíveis e aumentou gradualmente o número de participantes no mercado.

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