O filme terminou como previsto: os cidadãos votaram. A fraude eleitoral ocorreu. Os partidos a denunciaram com todas as forças e surgiu um impasse que parecia indicar que desta vez a luta pela verdade eleitoral seria alcançada, a bem do Interesse Nacional. Nada disso. Antes, pelo contrário, os partidos, um a um, demonstraram – mais uma vez – que não passam de empresas familiares (cantinas políticas), por mais que os seus defensores tentem provar o contrário (apresentando argumentos-balela para anestesiarem os incautos e crédulos). A fraude prevaleceu e a "4ª República" nasceu. João Lourenço, o vencedor fabricado, tomou posse. Os “deputados eleitos” tomaram posse. O Povo, este, saiu enganado, usado e derrotado por essa gente que finge governar (MPLA) e que finge fazer oposição (os partidos-negócio). E assim prossegue a vida em Angola, o Estado-negócio.
Por Nuno Álvaro Dala