O novo Aeroporto Internacional de Luanda será inaugurado até ao final deste ano (2023), reafirmou hoje, sábado, o Presidente da República, João Lourenço, após uma visita de constatação às obras do empreendimento, a segunda neste ano.
Mais de duas centenas de pessoas concentraram-se hoje pelas 10:00 no cemitério de Santana, em Luanda, onde terá início uma marcha de protesto contra a subida dos combustíveis e o fim da venda ambulantes.
Os taxistas da província de Luanda vão paralisar os seus serviços em toda a extensão da capital do país, a partir da próxima segunda-feira, 19, durante três dias, em protesto contra a subida do preço da gasolina e contra a demora que se verifica no processo de entrega de cartões de subvenção prometidos pelo governo.
O presidente da UNITA, o principal partido da oposição em Angola, responsabilizou o Governo pela "repressão excessiva" que provocou mais de 130 mortes desde 2017, na sequência de protestos ou confrontos com a polícia.
A Juventude Unida Revolucionária Angolana (JURA), braço juvenil da UNITA, maior partido da oposição, denunciou hoje uma alegada tentativa de se culpar o partido “por eventuais estragos” que venham a ocorrer na manifestação de sábado.
O embaixador dos Estados Unidos em Angola e São Tomé e Príncipe considera que as manifestações fazem parte da democracia, mas que devem ter o seu espaço e ser pacíficas.
Luanda e mais 12 províncias angolanas acolhem hoje uma manifestação nacional para protestar contra a subida dos preços do combustível, o fim da venda ambulante e a proposta de lei das ONG, convocada por ativistas e membros da sociedade civil.
O Presidente da República, João Lourenço, nomeou esta sexta-feira, Manuel António Tiago Dias, para o cargo de governador do Banco Nacional de Angola (BNA), em substituição de José de Lima Massano.
A manifestação contra o aumento dos combustíveis prevista para sábado está a preocupar munícipes e empresas que operam em Luanda, bem como algumas embaixadas, que já emitiram avisos aos seus cidadãos para evitarem deslocações.
A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, na oposição) disse hoje que os seus militantes "são livres de individualmente participarem" na manifestação contra o aumento dos preços dos combustíveis, mas não vai aderir oficialmente nos protestos.