O académico Ricardo Soares de Oliveira disse hoje à agência Lusa que “o jogo de cintura” que Angola está a fazer entre a China e os Estados Unidos “será muito mais difícil" com a eleição de Donald Trump.
De inimigos da Guerra Fria a amigos improváveis, Estados Unidos e Angola mantêm há décadas uma relação que se desenha em torno de interesses mútuos, iniciada com o petróleo e seguindo agora sobre os carris do Corredor do Lobito.
O politólogo e historiador Jaime Nogueira Pinto considera que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, partido no poder desde a independência em 1975), teve sempre “capacidade de adaptação” à realidade para além da ideologia.
A União Europeia (UE) classificou o Corredor do Lobito como uma "infraestrutura crucial" e o bloco comunitário investiu cerca de 600 milhões de euros no projeto, disse à Lusa fonte da Comissão Europeia.