Depois de eleito o presidente do partido e o Comité Central, no seu VII Congresso Ordinário, o MPLA anuncia hoje a composição do órgão de cúpula, o Bureau Político.
Setenta e sete milhões e 100 mil euros (EUR) é o montante das divisas vendidas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), no período de 15 a 19 de Agosto deste ano, refere o Banco Central numa nota divulgada segunda-feira no site da instituição.
O mercado nacional está a ser caracterizado por uma conjuntura económica difícil, marcada pela redução das exportações de crude, diminuição das reservas externas e indisponibilidade de divisas para liquidação de transacções. É igualmente marcado pela desvalorização do kwanza e uma diferença acentuada entre a taxa de câmbio dos mercados formal (notas) e informal, sendo uma fonte de desequilíbrio do mercado cambial Com efeito, o Banco Nacional de Angola (BNA), atento à actual situação, tem vindo a adoptar uma série de medidas e regras com vista a mitigar os efeitos negativos do actual momento sensível por que passa a economia do País. Entre as medidas de contenção do BNA em 2015, por exemplo, conta a desvalorização do kwanza, uma nova regulação do mercado cambial, gestão da liquidez excedentária e a adopção de mecanismo pontual de venda de divisas. Os objectivos das deliberações foram contrariar a aceleração da inflação e ajustar a economia nacional à conjuntura actual.
Depois do XVII Congresso, José Eduardo dos Santos mantém-se à frente do MPLA e, por consequência, de Angola. Nada de novo, é assim desde 1979, quando o poder lhe caiu no colo, em parte por se ter pensado que seria o mais fraco dos potenciais sucessores de Agostinho Neto. Como se enganaram. Sem nunca ter ido nominalmente a votos, o presidente acumulou, distribuiu riqueza pelos seus e criou um regime oligárquico que prospera enquanto o país empobrece.
Mariana Mortágua, Deputada do Bloco | JN