O presidente da UNITA, maior partido na oposição em Angola, considerou hoje que a corrupção, a intolerância e a exclusão "vão continuar" nesta nova fase do país, afirmando que "as eleições terminaram, mas o regime não mudou".
É um cenário quase inacreditável, mas está em cima da mesa.
Angola está a ameaçar Portugal com o corte de relações diplomáticas e de apresentar uma queixa nos tribunais internacionais contra o antigo colonizador. É verdade que as relações entre os dois países já tiveram vários picos de tensão e nunca se chegou a extremos.
O presidente da União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, afirmou que pretende abandonar a liderança do maior partido da oposição, colocando o seu lugar à disposição no arranque de um novo ciclo político em Angola.