Com base numa orientação baixada pelo presidente João Lourenço, a terceira secção dos crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, prepara-se para a condenação dos 103, arguidos, detidos na última manifestação numa pena até seis meses de prisão.
A família do empresário congolês Sindika Dokolo, que morreu na quinta-feira, agradeceu hoje as declarações de apoio e de solidariedade recebidas nas últimas horas.
Sindika Dokolo nasceu no Congo e descobriu Angola em 1999 porque perdeu o avião para o Brasil, onde ia passar férias. Três anos depois, casou-se com Isabel dos Santos. Nesta entrevista, publicada a 13 de março de 2015, Sindika Dokolo fala sobre negócios, arte e África. Sindika Dokolo faleceu no dia 29 de outubro no Dubai. Tinha 48 anos.
Morreu, aos 48 anos, Sindika Dokolo, o marido de Isabel dos Santos. O empresário e colecionador de arte nascido na atual República Democrática do Congo, em 1972, terá sido vítima de uma embolia pulmonar depois de ter estado a praticar mergulho com a família, de acordo com vários meios de comunicação social .
Metade dos cem manifestantes detidos no sábado em Luanda já foram ouvidos e três menores foram libertados, segundo um dos advogados do processo, que adiantou que o julgamento deve prosseguir na sexta-feira num local com melhores condições sanitárias.
A Associação Repórteres Sem Fronteiras (RSF) alertou hoje para o “preocupante declínio da liberdade de imprensa” em Angola, na sequência de prisões e agressões a jornalistas, durante uma manifestação no sábado em Luanda, considerando tratar-se de um “retrocesso preocupante”.
A Plataforma de Reflexão Angola (PRA), uma associação da diáspora angolana em Portugal, exige a libertação dos manifestantes detidos no passado sábado em Luanda e acusa o Governo de usar a covid-19 para “condicionar” a Constituição.