Dados foram obtidos de uma pesquisa realizada em várias províncias do País pela organização não-governamental Mozaiko, ligada à defesa dos direitos humanos, no âmbito da análise sobre o acesso à justiça.
Cerca de duas centenas de pessoas manifestaram-se hoje em Luanda pela melhoria das condições de vida e combate à corrupção, num protesto que decorreu de forma pacífica e ficou marcado também pela memória do estudante morto na semana passada.
O secretário de Estado para a Juventude, Fernando Francisco João, disse no Namibe que o Governo angolano entende as frustrações da juventude e quer um diálogo para explicar o que está a fazer para mitigar as dificuldades de todos.
A empresa proprietária da clínica Luanda Medical Center esclareceu hoje ser apenas arrendatária do edifício que foi devolvido ao Estado angolano, não sendo por isso visada no processo de investigação patrimonial anunciado pelas autoridades judiciais angolanas.
O pai do jovem morto na sequência de uma manifestação em Luanda, dia 11 de novembro, declarou que o protesto “não constitui motivo para assassínios” e prometeu exigir justiça em frente à Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola.
Luanda volta a ser hoje palco de um novo protesto, o terceiro em menos de 30 dias, desta vez para reivindicar um combate “sério e justo” contra a corrupção e a impunidade em Angola.
A empresa de telecomunicações Unitel iniciou um processo judicial em Londres contra a Unitel International Holdings (UIH), detida pela empresária angolana Isabel dos Santos, para recuperar uma dívida de mais de 350 milhões de euros.