De acordo com as mesmas fontes, o empresário deu entrada, na quinta-feira, no Hospital Dom Cardeal do Nascimento, após uma paragem cardíaca. Apesar da assistência médica imediata, não resistiu.
Riquinho destacou-se ao longo de várias décadas como uma das principais figuras do entretenimento, da cultura e da promoção de espectáculos em Angola, tendo liderado a produtora Casablanca, através da qual desenvolveu diversos projectos de dimensão nacional e internacional.
O empresário ficou particularmente conhecido pela capacidade de trazer a Angola artistas internacionais de renome, entre os quais Roberto Carlos, Julio Iglesias, Ivete Sangalo, Cesária Évora e 50 Cent, contribuindo para a dinamização do mercado de espectáculos e para a aproximação do público angolano a grandes nomes da música mundial.
Paralelamente, desempenhou um papel relevante no apoio, agenciamento e projecção de vários artistas angolanos, participando no desenvolvimento e na promoção da música nacional.
A sua actividade estendeu-se também ao sector desportivo, onde esteve envolvido em projectos de gestão e apoio através da Casa Real, incluindo iniciativas relacionadas com caravanas desportivas e selecções nacionais. Riquinho chegou ainda a candidatar-se à presidência da Federação Angolana de Basquetebol (FAB).
Nos últimos anos, o empresário passou igualmente a dedicar-se a iniciativas ligadas ao sector dos transportes, com particular enfoque no apoio aos taxistas em Angola.
A morte de Henrique Miguel “Riquinho” representa o desaparecimento de uma das figuras que marcaram a promoção de espectáculos e o desenvolvimento da indústria do entretenimento angolana, num percurso que abrangeu também o desporto e outras áreas de intervenção empresarial.

