Segundo um comunicado do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (Minttics), o ato vai ser presidido pelo Presidente angolano, João Lourenço.
Com 208 'racks' - estruturas físicas que alojam os servidores e equipamentos de rede e capacidade para 13.000 servidores virtuais (vCPU), a infraestrutura destina-se ao armazenamento seguro de dados governamentais e à hospedagem de sistemas informáticos públicos, prevendo-se a migração das aplicações existentes e a disponibilização de mais de 80 serviços governamentais na nova plataforma.
O edificio, com dois andares pré-fabricados de centros de dados modulares, ocupa uma área de 860 metros quadrados no Camama (Luanda) e integra uma rede de fibra ótica de 50 gigabytes por segundo que interliga todos os ministérios e a Assembleia Nacional, permitindo a implementação de escritórios inteligentes e a unificação de dados de diferentes setores da administração pública.
A infraestrutura prevê igualmente a disponibilização de serviços tecnológicos a empresas privadas, nacionais e estrangeiras.
Segundo o ministério, o projeto visa reforçar a soberania digital do país, reduzindo a dependência de infraestruturas de armazenamento externas, e acelerar a transformação digital em setores como a saúde, a educação, a segurança e a economia
O investimento abrangeu a construção da infraestrutura, a formação de técnicos e a unificação dos serviços governamentais numa plataforma de nuvem ("cloud") partilhada.
O projeto resulta de um Memorando de Entendimento assinado em dezembro de 2021 entre os governos de Angola e dos Emirados Árabes Unidos, assinado entre o Minttics e a multinacional Presight (grupo G42), e foi apresentado publicamente em fevereiro de 2023 pelo ministro da tutela, Mário Oliveira.

