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Sexta, 17 Abril 2026 16:16

AGT detecta nova fraude milionária com recurso à inteligência artificial

A Administração Geral Tributária (AGT) identificou uma nova fraude financeira superior a mil milhões de kwanzas, envolvendo vários funcionários da instituição e um contribuinte, num esquema que terá permitido o desvio de fundos do sistema financeiro nacional.

Segundo o director dos Serviços Antifraude, Manuel Jorge, a detecção foi possível graças à utilização de ferramentas de inteligência artificial, que permitiram identificar irregularidades nos dados declarativos dos contribuintes. O sistema emitiu alertas automáticos, fornecendo indícios considerados consistentes para o avanço das investigações.

De acordo com as autoridades, estão implicados no caso mais de cinco funcionários da AGT, além de um contribuinte. A denúncia foi formalmente apresentada aos órgãos de investigação criminal, que deverão agora dar seguimento ao processo.

Num comunicado divulgado recentemente, a AGT refere que os factos apurados indiciam práticas lesivas ao erário público, em clara violação dos princípios de legalidade, ética e probidade que regem a Administração Pública e, em particular, a actuação da administração fiscal.

A instituição sublinha que a sua capacidade de detecção e investigação de fraudes tem vindo a reforçar-se, resultado da melhoria dos mecanismos de controlo interno e da implementação de sistemas inteligentes de monitorização de riscos.

A AGT reafirma ainda uma postura de tolerância zero face a actos ilícitos, garantindo que continuará a actuar com rigor na responsabilização disciplinar e criminal de todos os envolvidos, independentemente da sua posição.

Este não é um caso isolado. Em anos recentes, a administração fiscal tem estado envolvida em outros escândalos, como o conhecido “caso dos 7 mil milhões”, relacionado com reembolsos indevidos do IVA. As investigações, iniciadas em 2025, revelaram a utilização indevida de acessos privilegiados por parte de funcionários seniores, que terão facilitado o desvio de fundos públicos através de operações fictícias.

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