A iniciativa insere-se na estratégia do Ministério do Interior (MININT) para melhorar a eficiência na emissão de documentos como passaportes, vistos e autorizações de residência, bem como intensificar o controlo da imigração ilegal e o reforço da fiscalização nas fronteiras nacionais.
De acordo com informações avançadas, o SME deverá proceder, nos próximos dias, ao enquadramento de efectivos provenientes do 2.º curso básico de migração, que aguardavam colocação há vários meses. No total, mais de 500 agentes serão integrados nesta fase, reduzindo uma lista de espera que ultrapassa os 2.000 candidatos que concluíram a formação em Abril de 2025.
Os efectivos já começaram a ser notificados para se apresentarem no Centro de Detenção de Estrangeiros Ilegais (CDEI), situado no quilómetro 30, no município do Sequele, província de Icolo e Bengo, onde decorrem os preparativos para o acto formal de imposição de patentes, etapa que marca a sua entrada efectiva na carreira do SME.
Fonte do MININT indicou que este processo de integração foi devidamente autorizado e que parte significativa dos novos agentes deverá ser colocada fora da província de Luanda, no âmbito de uma política de distribuição equilibrada de recursos humanos pelo território nacional.
Segundo o SME, a convocatória dos candidatos segue critérios administrativos rigorosos, com listas organizadas por ordem alfabética, de modo a garantir maior transparência e celeridade no processo.
Até ao momento, o Serviço já integrou mais de mil efectivos em fases anteriores, distribuídos por diferentes estruturas da instituição. No entanto, o processo continua sob escrutínio apertado, com o MININT a verificar, junto das instituições de ensino, a autenticidade dos certificados académicos apresentados pelos candidatos.
As próximas fases de colocação deverão avançar à medida que forem concluídas as validações documentais em curso.
Entretanto, o ministro do Interior, Manuel Homem, já assegurou que uma parte considerável dos novos efectivos será destacada para as novas províncias, sublinhando a necessidade de disponibilidade total por parte dos agentes.
“O compromisso assumido com a Pátria implica servir o País em qualquer ponto do território nacional”, afirmou o governante.

