Sedes do MPLA foram atacadas, tal como dirigentes do partido no poder. Jornalista diz que é a resposta dos cidadãos às más condições de vida a que foram sujeitos pelo Governo. Até onde irá a revolta?
O MPLA, partido no poder em Angola, atribuiu hoje responsabilidades pelos confrontos que envolveram militantes partidários no Uíje à UNITA (oposição), afirmando que este foi sempre o seu “comportamento” e apelou às autoridades que levem os responsáveis a tribunal.
A UNITA, oposição angolana, denunciou hoje a existência de “terrorismo de Estado e prisões arbitrárias” de 35 militantes do partido, no município de Sanza Pombo, província do Uíje, na sequência de conflitos com militantes do MPLA (no poder).
O ministro dos Transportes angolano, Ricardo Abreu, negou hoje, em Luanda, a existência de despedimentos na companhia aérea de bandeira, TAAG, afirmando que estão em curso processos de reforma.
Morreu, nesta terça-feira, 22, aos 66 anos de idade, na cidade do Porto, em Portugal, vítima de doença, o general Paulo Lara, um dos três filhos de Ruth e Lúcio Lara, dois dirigentes da luta de libertação nacional, sendo o último uma das mais importantes figuras do MPLA, movimento político anti-colonial que ajudou a fundar.
O engenheiro Fernando Pacheco, membro do Conselho da República de Angola, considerou hoje que as greves que se registam no país resultam "de deficientes políticas de governação” e da “decadência do diálogo” entre governantes e a população.
Desde que o Presidente da República, João Lourenço, chegou ao poder, o Tribunal Constitucional (TC) ainda não reconheceu nenhum partido político, o que tem vindo a preocupar os mais de 20 responsáveis das comissões instaladoras que tem os seus processos "pendurados".