O executivo angolano aprovou um financiamento extraordinário de 882,6 milhões de kwanzas (dois milhões de euros) para os 11 partidos políticos legalizados, anunciou hoje o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República.
O ministro das Obras Públicas e Ordenamento do Território, Manuel Tavares, está a ser citado, em determinados círculos do seu pelouro e da sociedade civil angolana, como estando a aproveitar-se da estreita relação com o Presidente da República, João Lourenço, para abusar da sua confiança.
Nas vésperas da realização das eleições gerais, o Executivo propôs à Assembleia Nacional a discussão da Lei das Sondagens e Inquéritos de Opinião em que, entre outras linhas, estipula a quantia de 15 milhões de kwanzas como capital social mínimo para a constituição de empresas ligadas a pesquisas de opinião. As sondagens serão obrigadas a passar pelo "análise" do Executivo antes da publicação.
Os partidos políticos na oposição em Angola com assento parlamentar assinaram nesta terça-feira, 10, um memorando sobre os actos praticados até agora no processo eleitoral que configuram, na sua óptica, violação da lei eleitoral e da Constituição.
O Governo angolano esclareceu hoje que os dados informáticos sobre o registo eleitoral oficioso recentemente entregues à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) “são provisórios” e remeteu a publicação dos resultados definitivos para dez dias depois da convocação das eleições pelo Presidente da República.
O analista político, Ilídio Manuel, criticou esta terça-feira, 10 de Maio, a não integração de deputados da oposição angolana, entre os 150 do MPLA distribuídos pelo país para fiscalizar as obras enquadradas no PIIM e, em projectos ligados ao combate à pobreza nos 164 municípios que compõem o território nacional.
Coordenador da Frente Patriótica Unida Abel Chivukuvuku afirma que inclusão da sociedade civil está em curso. Mas as críticas sobem de tom: "A alternância poderá obviamente ser vista num binóculo", adverte Donito Carlos.