O candidato à Presidência da República pelo MPLA, João Lourenço, voltou este sábado a desvalorizar os receios da oposição, que tem criticado a presença de nomes de cidadãos mortos nos cadernos eleitorais, afirmando que tal não se justifica, porque o exercício deste direito será feito na presença de delegados de listas indicados pelos partidos políticos concorrentes.
Jovens que vão votar pela primeira vez nas eleições angolanas de 24 de agosto divergem em relação à transparência do sufrágio e pedem aos mais velhos que votem "com certeza e sem dúvida".
Candidatos do MPLA fizeram o pleno em cinco círculos provinciais nas eleições de 2017, a UNITA elegeu dois deputados em Luanda, maior praça eleitoral do país, e a CASA-CE ganhou espaço em três círculos províncias, particularmente em Cabinda.
A semana e meia das eleições gerais marcadas para 24 de agosto, os cidadãos de Luanda elogiam a propaganda eleitoral, entre bandeiras e cartazes, que enfeitam as principais ruas e avenidas da capital angolana, mas temem os “focos de intolerância” que se notam no “ambiente de festa”.
Em entrevista à DW África, o jurista Serra Bango disse que a CNE não tem competências para impor essa limitação porque “em Angola não há qualquer lei que limite a circulação dos cidadãos”.
A UNITA, na oposição angolana, esclareceu que o motorista do deputado Liberty Chiyaka escapou ileso de um acidente de viação, que provocou o capotamento da viatura protocolar após embate num outro veículo, alegadamente conduzido por um condutor embriagado.
O governo angolano decretou tolerância de ponto em todo o território nacional no dia das eleições gerais, marcadas para 24 de agosto, para permitir a participação de todos os eleitores na votação.