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Sexta, 30 Outubro 2026 14:34

Governo apresenta orçamento de 37,3 biliões de kwanzas para 2027 em ano de eleições gerais

O Governo de Angola entregou hoje ao parlamento, para apreciação e votação, a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2027 "com prudência financeira" face ao contexto externo "de grandes desafios".

A explicação sobre o documento foi dada aos jornalistas pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, no final do ato da entrega da proposta de Orçamento na Assembleia Nacional.

O governante afirmou que a proposta do executivo "procura dar continuidade às grandes linhas do Plano de Desenvolvimento Nacional, mas ao mesmo tempo com prudência financeira" face ao "contexto externo de grandes desafios".

No plano interno, a proposta do Governo angolano propõe continuar "a fazer o percurso de desenvolvimento particularmente com ênfase no setor não petrolífero".

Na proposta está inscrita uma despesa global de 37,3 biliões de kwanzas (cerca de 36,4 mil milhões de eruos), uma previsão de crescimento da economia de cerca 5,5%, com o setor petrolífero a continuar a ser o motor de desenvolvimento, com um crescimento estimado de cerca de 7,1%.

O ministro destacou ainda a previsão de continuação da redução da inflação e a indicação de um preço do barril de petróleo médio de 71 dólares (cerca de 64 euros).

"Este sentido de prudência financeira com que trazemos a proposta do OGE procura preservar a estabilidade macroeconómica, continuar o percurso de crescimento da nossa economia", disse.

Com este exercício, o Governo angolano espera ser capaz de "oferecer mais postos de trabalho, melhor rendimento às famílias e preservar as conquistas sociais até aqui alcançadas".

A proposta de Orçamento para 2027 procura também dar continuidade aos grandes programas de investimento público no domínio das infraestruturas de transporte rodoviário, energia e água, disse.

O governante salientou "particularmente o setor da educação com a continuidade do programa Minha Escola, Meu Futuro, permitindo que mais crianças possam ter acesso ao sistema de ensino regular".

O exercício de 2027 prevê ainda "necessidades brutas de endividamento de cerca de 15,5 biliões de kwanzas (15 mil milhões de euros) o que, explicou o ministro, irá permitir, na eventualidade de um preço do barril do petróleo acima do valor indicativo da proposta, que esta necessidade seja reduzida, à semelhança do que vem ocorrendo com a execução do OGE de 2026.

Ainda hoje será feita uma apresentação mais detalhada da proposta do executivo pelos ministros das Finanças e do Planeamento.

O ano de 2027 será marcado em Angola por eleições gerais, para as quais o Governo garante ter previstos "os recursos necessários para que possam ocorrer com normalidade"

"Aquilo que do lado do executivo se impõe nesta altura está a ser feito, os recursos para que em 2027 o processo continue com segurança, com tranquilidade, também", afirmou.

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