Só os absolutamente desumanos, quiçá, cegos por opção, ou desprovidos de qualquer sorte de análise, dirão ou afirmarão não existir perseguição, caça – as – bruxas ou qualquer forma de humilhação à José Eduardo dos Santos e sua clã.
Nos Estados democráticos, as mudanças de poder político, endógenas ou exógenas, acabam sempre por serem acompanhadas de correcções e um novo “modus operandi” do poder político que, não raras vezes, divide as sociedades entre os que abraçam a nova realidade e os que ficam retidos no passado.
Até que enfim há quem percebeu e diz a pura verdade: Mas curioso, ainda assim se deixam embrulhar, esfarrapar e humilhar todas as vezes?
Ao longo dos anos, o MPLA preocupou-se muito em tirar da oposição seus militantes e quadros para a suposta fragilização da mesma e o seu fortalecimento, relegando seus quadros e militantes a posições políticas de desvantagens.
No início do seu mandato o Presidente da República JLO apresentou – se lesando a honra do ex – Presidente da República José Eduardo dos Santos, ao tê – lo acusado de ser “Marimbondo”, de deixar os cofres vazios, de ser “apátrida”, e, de ter estragado o País.
A vingança e a perseguição moram juntas. São gemias, e passam pelo mesmo caminho. Parecem não terem perdido a fé, ambas continuam a alimentar – se da alegria e da paz da família dos Santos, até deixá – la completamente anémica e destroçada. Transformaram a trajectória de um grande Patriota num conto de fadas, ou mesmo numa anedota desleal.
Numa das edições anteriores tratamos da modernização da administração pública angolana e deixamos algumas recomendações visando a melhoria da qualidade dos serviços públicos. Desta feita, a pedido de alguns estudantes do curso de mestrado residentes no país e no exterior, vamos aprofundar o tema procurando caracterizar o modelo de gestão pública reinante em Angola e os seus desafios.
O título escolhido pelo jornal “O País”, “Moco defende perdão para os crimes cometidos na antiga governação” para epigrafar a matéria do que disse há dias em Benguela, por solicitação de alguns jornalistas, tem suscitado comentários que me impõe alguns esclarecimentos.