Quinta, 02 de Julho de 2026
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O Estado angolano precisa endividar-se em 3,929 biliões de kwanzas (12,7 biliões de dolares ou 11.100 milhões de euros) em 2019, equivalente a 34,6% das receitas do Orçamento Geral do Estado (OGE), segundo a proposta que o Governo entregou na Assembleia Nacional na quarta-feira.

O Banco Nacional de Angola (BNA) anunciou hoje que irá disponibilizar em Novembro 850 milhões de dólares (732,75 milhões de euros) por via de sessões de venda de divisas em leilão no mercado primário, que passam a ser diárias.

A ideia do Executivo angolano de retirar, na proposta de orçamento para 2019, a subvenção aos combustíveis não avança para já. Conforme fez saber, recentemente, a secretária de Estado para o Orçamento, Aia Eza da Silva, o Fundo Monetário Internacional (FMI), através da sua equipa que presta assistência aos programas do Governo, recomendou ao Ministério das Finanças ser necessária a criação de um conjunto de medidas, para que se efective a redução do peso das subvenções aos combustíveis nas finanças públicas.

A Economist Intelligence Unit (EIU) alertou hoje para a possibilidade de Angola optar por compensar a necessidade de novos financiamentos com um aumento de dívida pública e arriscar assim uma situação de incumprimento financeiro ('default').

Angola prevê até 2022 um crescimento médio anual em termos reais de 3%, indicam as projeções do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022, com o setor não petrolífero (5,1%) a liderar as receitas face às perspetivas negativas do petrolífero (-1,8%).

O Banco Nacional de Angola (BNA) realizou 57 ações de supervisão para prevenção de branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo em todo o ano de 2017, segundo o relatório de contas do regulador da banca angolana.

O departamento de estudos económicos do Banco Fomento Angola (BFA) considera que a recessão deste ano será superior a 2,5%, um dia depois de o Governo rever em baixa o crescimento, para -1,1%.

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