Segundo um comunicado do partido, o acto será conduzido pelo advogado de Abel Chivukuvuku, acompanhado por membros do Secretariado-Geral do PRA-JA. A iniciativa surge após a divulgação de declarações públicas feitas por Adriano Sapinãla durante um acto político realizado em Paris, França, onde o dirigente da UNITA associou o líder do PRA-JA a alegados actos de corrupção.
Nas declarações tornadas públicas através de um vídeo amplamente partilhado nas redes sociais, Sapinãla afirmou que Abel Chivukuvuku teria sido corrompido em troca de “lealdade política”, referindo-se a um episódio ocorrido em 2022 relacionado com alegadas caixas térmicas contendo elevadas quantias monetárias.
O político da UNITA chegou mesmo a defender a detenção de Chivukuvuku por alegada “corrupção activa”, comparando o caso a processos judiciais envolvendo figuras políticas internacionais, como o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy e o antigo primeiro-ministro português José Sócrates.
“Todos viram as imagens das caixas térmicas em circulação, que considero autênticas. Um político com a dimensão do ‘mano’ Abel só mesmo em Angola; na Europa, estaria detido. Trata-se, na minha opinião, de um caso de corrupção activa”, afirmou Adriano Sapinãla no referido vídeo.
Ainda nas mesmas declarações, o dirigente da UNITA criticou o PRA-JA, alegando que os militantes do partido “não apresentam projectos próprios”, limitando-se a seguir a figura de Abel Chivukuvuku.
Em reacção, o líder do PRA-JA repudiou “com veemência” as acusações e anunciou ter instruído o seu advogado a avançar judicialmente contra Adriano Sapinãla, com o objectivo de “repor a verdade, defender o bom nome e salvaguardar a dignidade da pessoa humana”.
O caso promete intensificar o clima de tensão política entre figuras ligadas à oposição angolana, numa altura em que o PRA-JA procura consolidar a sua afirmação no panorama político nacional.

