"Angola continuará a ser um país de paz e a estabilidade não será refém de interesses e ambições partidários desmedidos", afirmou hoje o presidente do grupo parlamentar do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, poder), Joaquim Reis Júnior, considerando que a visita do Papa foi um "sinal claro" de que Angola é hoje um país "comprometido com a unidade nacional, com o diálogo e com a estabilidade".
Hoje, na sua declaração política trimestral no ámbito da reunião plenária que decorre na Assembleia Nacional, o presidente do grupo parlamentar do MPLA manifestou "profundo regozijo e elevada honra" como o Estado e o povo angolano receberam Leão XIV.
"A visita de Sua Santidade, o Papa Leão XIV, a Angola representou um momento de elevação espiritual, de reconciliação nacional e de afirmação da paz", disse, exortando os cidadãos à "não darem ouvidos àqueles que propalam discursos falaciosos".
"Vamos em frente, sem dar ouvidos àqueles que, num momento que exige responsabilidade e serenidade, num momento de paz e de unidade, propalam discursos falaciosos, que semeiam a suspeição, promovem a desconfiança e afetarm a unidade", criticou.
Destacando os 24 anos de paz e reconciliação, assinalados em 04 de abril, Joaquim Reis Júnior defendeu que "o momento é de unidade e não de divisão", referindo que "não se faz um país com intolerância, ressentimento ou espírito de vingança".
Defendeu que Angola, hoje, "é um país diferente, um pais comprometido com a paz e com a convivência democrática", uma paz que "tem sido reforçada pela liderança do Presidente João Lourenço, reconhecido internacionalmente como campeão da paz no continente africano".
"Angola escolheu a paz, e a paz continuará a ser o nosso caminho", apontou.
Em abril "celebramos não apenas o calar das armas, mas o perdão entre irmãos, a reconciliação nacional, a reconstrução do pais" e a marcha para o alcance do desenvolvimento socioeconómico e sustentável de Angola.
O grupo parlamentar do MPLA defendeu, por outro lado, que a diplomacia é também um espaço onde se projeta o destino de uma nação, destacando que a missão externa de João Lourenço para "construir pontes, firmar compromissos, mobilizar financiamentos e atrair investimento estrangeiro direto".
Cada viagem oficial do Presidente "traduz-se em resultados concretos: mais fábricas, mais escolas, mais hospitais, mais empregos e mais dignidade para o povo angolano", disse.
O MPLA desqualificou ainda a "narrativa demagógica que, indevidamente, equipara a ação diplomática do Presidente João Lourenço ao turismo".
"O verdadeiro turista político é aquele que, sem responsabilidade, percorre o país e as redes sociais a distorcer factos, a atacar a imagem de Angola e a vender ilusões, sem apresentar soluções", rematou Joaquim Reis Júnior, sem entrar em detalhes.

